Facebook e a invasão das mulheres na indústria tech

No dia 27/10/2015 o Facebook São Paulo sediou o encontro Women in Tech, no qual seis painelistas de grandes empresas de tecnologia conversaram sobre diversos temas ligados a presença das mulher na indústria de tecnologia.

Das 17h ás 18h pudemos interagir – haviam vários grupos que se conheciam, tanto de profissionais como comunidades de mulheres em tecnologia – e das 18h às 19h ocorreu o painel. Após esse tempo teve comes, bebes e muita interação – eu mesma encontrei ex-colegas de trabalho, da pós-graduação, e de iniciativas que apoio, como o Technovation Challenge.

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O público era de aproximadamente 100 mulheres e 5 homens – e, embora as inscrições estivessem abertas a todos, a presença foi, em massa, feminina.

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 imagem acima: @_biab

Algumas anotações sobre as conversas:

  • Laura contou uma anedota sobre quando foi dirigir um carro alemão pela primeira vez: mesmo ela colocando o banco o mais pra frente possível, não conseguia chegar aos pedais. Então concluiu: “Nós precisamos de produtos para mulheres criado por mulheres.” Laura González-Estéfani – Head of International Business Development LatAm, Facebook
  • Hoje no Twitter os engenheiros são 50% homens e 50% mulheres. Fiamma Zanfe – Head of Agency, Twitter
  • Durante suas primeiras semanas de gestação, Fiamma foi promovida pelo chefe, perante um grupo de colegas. Ela foi ao chefe após o anúncio da promoção e disse que não podia aceitar pois estava grávida – ele deu os parabéns e pediu para voltar para a equipe que ela ainda tinha pelo menos 7 meses de trabalho antes de sair de licença. Ela contou que colegas não aceitaram promoções por que queriam engravidar, nem estavam ainda de fato.
  • Uma obervação da Francesca de Quesada Covey, Strategic Partnerships for LatAm – Facebook, foi que mulheres se “auto-sabotam” em entrevistas – diminuem o conhecimento que tem, não aceitam oportunidades por planejar casar ou ter filhos.
  • O Sangion contou que em 2013, uma funcionária do Pinterest criou um documento e disponibilizou online, pedindo que empresas colocassem a quantidade de mulheres e homens nas empresas, desde então a medida foi adotada por várias empresas, tendo a diversidade como KPI (Key Performance Indicator) importante. Ele comentou também que o Pinterest tem metas, diferente de cotas, de inclusão, e que isso é um compromisso público da empresa.

A platéia estava afiadíssima e várias questões importantes foram colocadas, como a “auto-sabotagem” ser cultural, e que as mulheres em posição de poder que ali estavam eram “pontos fora da curva”. Além disso, falou-se que a maioria das empresas não lida da mesma maneira com mulheres ~em idade de ter filhos~. Uma pena o tempo ter sido pouco para tantos pontos a serem debatidos.

De maneira geral o evento foi muito proveitoso. Ver mulheres confiantes contando suas histórias dentro de grandes empesas de tecnologia sempre é inspirador. Mais que isso, ver que muitas mulheres estão com essa pulga atrás da orelha e com vontade de debater e mudar a realidade, é ainda mais legal!

Por Bianca Brancaleone (ver post original): 

 

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