1º de dezembro – dia mundial de luta contra a AIDS

Desde 1987,  por decisão da OMS e ONU, 1º de dezembro é Dia Mundial de Luta Contra a Aids, e a data serve para reforçar a conscientização a respeito do vírus, epidemia e condição.

Em entrevista para a #CDMJ, Carla Almeida – presidente do GAPA-RS – ressalta a importância de continuarmos nos informando sobre, e debatendo, os vários fenômenos sociais que favorecem a perpetuação da epidemia de Aids/HIV – como a cultura machista, que coloca mulheres em situação de ainda maior vulnerabilidade e risco de infecção.

Assista a entrevista:

 

Usamos o lacinho vermelho, e estamos cientes de que sexo sem camisinha é comportamento de risco. Ainda assim, a epidemia persiste há mais de 30 anos, e são as populações que já estão em lugares de maior vulnerabilidade as que mais correm risco. Segundo dados da OMS, 37 milhões de pessoas conviviam com HIV no planeta ao final de 2014, e é estimado que menos da metade delas saiba estar infectada. A região onde a epidemia mais cresce é a África subsariana. Já no Brasil, de acordo com o  Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, a razão entre homens e mulheres infectados pulou de 6/1 em 1989 para 1,7/1 em 2011.

“Informação transforma” – Carla Almeida, presidente do GAPA – RS.

Em entrevista concedida ano passado para o blog jornalismob.com, Carla disse: “a Aids é muito mais que uma infecção pelo HIV, ela é uma epidemia politico-social diretamente relacionada  a determinantes e condicionantes sociais, tais como: preconceito, discriminação, estigma, desinformação, violação de direitos, falta de acesso a serviços de saúde com qualidade”.

Vale lembrar que Carla é presença constante no Falo & Falo, e em nossas conversas ao longo do ano, bem como antes e depois de gravarmos este rápido bate-papo, ela ressaltou a importância desta pauta, que vem afetando mulheres em números alarmantes, para a luta feminista.

Conheça também:

 

Por Joanna Burigo

 

Comments

Comentários