Bela, recatada e outras que ouvi durante toda minha vida

“Milene parece um moleque, ninguém vai querer namorar alguém assim.”
“Milene os homens tem medo de você, melhor mudar”
“Como você pode reclamar de seu namorado? Ele te ajuda em tudo!”
“Você tem que… ou vai acabar sozinha.”
“Você já perguntou para seu namorado se ele vai gostar do seu cabelo, roupa, unha etc.”
“Não precisa se depilar, fazer unha, emagrecer, homens não ligam para isso”
“Milene, você é difícil de lidar o cara para estar contigo tem que ser um santo.”
“O que seu marido/namorado pensa de você trabalhar fora?”
“Você tem filhos??? E com eles estão agora que você esta trabalhando?”
“Segura esse homem, porque esta em falta no mercado.”

Um dia eu cansei… Cansei de ouvir tudo isso e ficar quieta, cansei também porque eu tenho dois filhos homens e não suporto mais a ideia deles reproduzirem esse sistema escroto de perpetuação da violência no contexto social.

E resolvi assumir que sou uma mulher que trabalha muito e é workaholic assumida, usa a roupa que quer, corta o cabelo quando bem entende, se depila e faz a unha para si mesma. Que sou incrível e talvez por isso seja difícil lidar comigo e não porque sou esquisita. Que ter filhos só joga a favor do meu caráter, afinal, crio os dois com muito amor e dignidade, que não quero saber de segurar ninguém. Quem quiser estar comigo que seja em liberdade assim posso ser livre também.

Foi quando eu cansei que me libertei.

Tudo isso para falar que o dia que me libertei, eu jurei que outras mulheres teriam a mesma oportunidade que eu, por isso eu e a Casa da Mãe Joanna estamos organizando o workshop “Você na Sociedade do Futuro“.

Mais do que falar sobre gênero, queremos te mostrar que esquisito mesmo é o monte de bobagens que nos impõem.

Vem!

Por Milene Mizuta, fundadora da Líder de Si
Imagem destacada: daqui

 

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