Estamos com Marlene de Fáveri

Marlene de Fáveri, competente e reconhecida historiadora, docente e pesquisadora feminista está sendo processada e perseguida por uma ex-aluna da UDESC, acusada de “cristofobia” e “ideologia de gênero“.

A pessoa que a processa produz e produzia incontáveis vídeos e postagens discriminatórias/os, transfóbicos/as, LGBTTfóbicos, sexistas e machistas; é anti-feminista; e, depois de ingressar na seleção do mestrado, insistia em fazer uma pesquisa de mestrado anti-feminista, em defesa da virgindade e acusando feministas de fazerem apologia à violência contra às próprias mulheres.

Após tomar conhecimento de todas essas coisas e tentar, comprovadamente, conversar e dialogar com a pessoa, sem sucesso, Marlene declinou da orientação. Nenhum/a outra/o professor/a da área de gênero e feminismos quis orientar a pessoa. E agora, num processo fraudulento (com pesquisas e vídeos de Marlene editados e montados propositalmente, prints de pessoas e páginas que não são nem a Marlene nem administrados/as por ela), essa pessoa acusa, processa e persegue Marlene em uma peça processual baseada no “Escola Sem Partido.”

Esse processo abre um precedente judicial gravíssimo não apenas para feministas, mas todo/a e qualquer docente que não cumpra à risca a cartilha do Escola Sem Partido.

Penso que é preciso, no mínimo, nos inteirarmos. Aqui seguem alguns links:

Do blog Escreva Lola Escreva: “Não precisa ser um gênio pra saber quem está por trás disso — a Escola Sem Partido, conhecida por nós professores como Lei da Mordaça. Mesmo tendo o Congresso mais conservador de todos os tempos a seu dispor, o movimento reaça está enfrentando dificuldade em aprovar leis que proíbam a doutrinação da “hegemonia esquerdista” nas escolas e universidades. Até agora, estão levando uma lavada nas enquetes públicas sobre o tema. Mas continuam na ativa: pedem que alunos levem exemplos de professores doutrinadores, numa legítima caça às bruxas.”

Matéria sobre o caso da página Pragmatismo Político: “O caso do processo contra uma professora universitária do curso de História é a denúncia mais recente de perseguições a docentes debaixo da doutrina do movimento Escola Sem Partido”

Nota da ANPUH: “Todos esses eventos de censura e perseguição a professores são baseados principalmente na “crença” do “Escola sem Partido” de que os docentes estariam fazendo “doutrinação esquerdista” dos seus alunos.”

Nota de solidariedade do PCdoB/SC: “Moção de Apoio a Professora Dra. Marlene de Fáveri. Destacamos por essa moção todo nosso apoio à professora Dra. Marlene de Fáveri, historiadora, docente e pesquisadora na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Acusada de “cristofobia” e “ideologia de gênero”, termos utilizados de forma inverídica pela Escola Sem Partido, em processo por uma ex-mestranda apoiada pela Escola Sem Partido, fã pública de Jair Bolsonaro, publicando em suas redes sociais manifestações como “toda vez que uma mulher é empoderada, a civilização é enfoderada” ou que “mulheres gostam de apanhar” e manifestações completamente avessa a igualdade de direitos entre homens e mulheres.”

Nota de solidariedade do PSOL/SC: “O PSOL Santa Catarina vem a público demonstrar sua solidariedade, e ao mesmo tempo, profunda preocupação com o processo de coação e perseguição sofrido pela professora da Udesc Marlene de Faveri. Estimulado por integrantes de movimentos como “Escola sem Partido”, Marlene tem sido alvo de processo judicial e perseguição nas redes sociais, em especial, por uma ex-aluna.”

Nota da ABHR: “A Associação Brasileira de História das Religiões (ABHR), concordando com Nota de Repúdio da Nota da abhr em repudio a escola sem partido 5Associação Nacional de História (ANPUH), apresenta seu veemente repúdio ao movimento doutrinário que se auto-intitula Escola Sem Partido, e que tem promovido perseguições ideológicas e repressões violentas a professoras e professores Brasil afora.”

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Com informações de Cacá Aiyra Safi
Imagem destacada: da página Somos todos Marlene de Fáveri

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