Mulheres que correm com o Google

DevFests são eventos organizados por comunidades apoiadas pelo Google (chamadas de GDGs ou Google Developer Groups). Todos os anos todas as regiões do país organizam um DevFest, e no dia 24 de outubro ocorreu o DevFest Sudeste em Belo Horizonte.

Como sou uma das organizadoras do GDG Sorocaba, a convite da Ana Paula Gomes, para este evento tive a oportunidade de organizar, juntamente com a Ana Carolina Soares, um espaço dedicado ao Women Techmakers, um “braço” do GDG voltado às mulheres em TI, bem como painel com mulheres que trabalham com TI.

Alguns dados que a organização passou no inicio do evento foram bem interessantes: além de participantes de 7 estados diferentes, 24% dos participantes eram mulheres – um número bom, considerando eventos de tecnologia em geral.

dev-fest2-cdmj

Ana Paula Gomes – Organizadora do GDG Belo Horizonte

No espaço do Women Techmakers tivemos uma palestra técnica sobre Ionic com a Ana Coimbra, vídeos de mulheres falando sobre seu trabalho com tecnologia, e informações sobre eventos para mulheres passando na TV.

dev-fest3-cdmj

dev-fest4-cdmj

Durante a tarde o evento contou com três “trilhas”: mobile, web e comunidades. Nosso painel ocorreu na trilha de comunidades e antes de começar o nosso tempo, o painel anterior estava pegando fogo quando o tema foi inclusão.

dev-fest5

Painel sobre comunidades

Esse tema sempre é abordado nos eventos que vou, e gera bastante discussão positiva, pois muitas pessoas (maioria: homens) querem entender mais sobre nossos problemas e reivindicações.

Nosso painel contou com líderes e participantes de comunidades voltadas para mulheres – perguntamos como o grupo começou, qual foi a motivação para a criação do grupo, se houve apoio e qual a importância de grupos de TI femininos.

dev-fest6

Andreia e Dayany do Rails Girls RJ, Leilane do Sebrae de Belo Horizonte, Suellen que participa de eventos voltados para mulheres em TI, Isabela organizadora do Women Who Code em Belo Horizonte e Bárbara organizadora do PyLadies em São Carlos

Após esse “esquenta” abrimos o microfone para uma plateia com cerca de 30 pessoas, e essa é sempre a melhor parte: a troca de ideias. É interessante perceber como muitos homens tem dúvidas e realmente querem entender melhor como podem ser pessoas mais conscientes – esse papo durou uns bons minutos.

Após o painel (que se estendeu além do tempo, claro) rolou o coffee da tarde, o que ajudou a continuarmos conversando com as pessoas interessadas no tema e muitos homens dispostos a ouvir, perguntar e entender.

#ficadica para organizadores de eventos de TI: criem espaços para a discussão de diversidade! As pessoas no geral querem ouvir e falar sobre isso e toda a comunidade só tem a ganhar.

Por Bianca Brancaleone

 

 

Comments

Comentários